segunda-feira, 8 de dezembro de 2014

Capítulo 18

Vanessa acordou na manhã seguinte com Zac apoiado sobre um dos cotovelos, observando-a em silêncio. Sentiu o rosto esquentar e desejou ter a autoconfiança da irmã, pois assim acordaria ao lado de um homem sem corar até a raiz dos cabelos. Pensou em levantar-se, mas Zac a impediu.
— Não, não fuja. Lúcia está cuidando de Lynda. Você terá uma folga. Como está se sentindo?
Ela desviou o olhar.
— Estou bem. As cólicas sumiram.
— Ótimo. — Vanessa ouviu Zac levantar-se da cama, mas não ousaria olhar para ele enquanto não estivesse vestido. — Tenho planos para você.
— Planos? — Ela o olhou brevemente nos olhos.
Zac vestia um robe.
— É a primeira vez que vem a Sorrento, não? Acho que seria bom deixar Lúcia com Lynda enquanto passeamos. Podemos visitar a igreja de San Francesco e almoçar em um dos restaurantes da Piazza Tasso. Amanhã podemos explorar as ruínas de Pompéia e almoçar em Positano.
— Tem certeza de que Lynda...
— Ela vai ficar bem. Meu pai passará algum tempo com ela, sob a supervisão de Lúcia, claro. Considerando o que aconteceu na noite passada, acho melhor não aparecermos.
Vanessa concordava, mas não disse nada. Ainda se sentia desconfortável com a discussão entre Zac e o pai.
— Se eu puder ajudar em alguma coisa... — Ela baixou o olhar novamente.
Zac demorou a responder.
— Apenas seja você mesma, Vanessa.
As palavras foram como uma adaga em seu coração. Se ao menos pudesse ser ela mesma!
A manhã estava ensolarada, as ruas de paralelepípedos cheias de turistas ávidos por conhecer aquela bela parte da costa amalfitana. A vista dos jardins acima da famosa Piazza Tasso era espetacular. Era como se as preocupações e os temores de Vanessa fossem lentamente levados pela brisa que remexia seus cabelos.
Estar na companhia de Zac era maravilhoso. Ele andava ao seu lado, o ombro esbarrando nela sempre que apontava locais interessantes, a voz profunda envolvendo-a feito uma doce carícia.
— Segundo a lenda, foi aqui em Sorrento que Ulisses ouviu a canção das sereias.
Vanessa olhou para as águas brilhantes, protegendo os olhos do sol enquanto tentava se concentrar no que Zac dizia, não no movimento de seus lábios ao falar.
— É tão bonito — ela afirmou. Depois de um instante, olhou para Zac. — Deve sentir saudades daqui agora que mora em Los Angeles.
Os olhos de Zac buscaram o mar.
— Sim, mas tive vontade de me afastar daqui depois da morte de minha mãe. — Suspirou, encostando-se nas grades do jardim. — Meu pai mandou Dylan dirigir a filial de Los Angeles, mas logo se tornou claro que ele não estava fazendo um bom trabalho. Vanessa conteve o fôlego, imaginando que Zac acusaria sua irmã — ela, portanto — de distrair Dylan do trabalho, mas não foi o que ele fez.
— Dylan era um farrista, não um banqueiro, mas meu pai se recusava a enxergar isso. Ficava ressentido por saber que eu cuidava dos negócios melhor que seu filho favorito. Mas penso que o mimado do meu irmão acabaria como meu pai: um homem amargo, apoiando-se no álcool para seguir vivendo.
Vanessa segurou a mão dele, uma expressão de simpatia no rosto.
— Zac, sei que não acreditará, mas sei como é se sentir negligenciado. Dói demais pensar que por mais que tente, nunca conseguirá agradar os pais.
Zac franziu ligeiramente a testa.
— Pensei que fosse filha única. Vanessa ficou paralisada.
— E-eu... imagino como deve ser... Não se precisa vivenciar algo para saber como é sentir-se assim...
Para Vanessa, era como se um século tivesse se passado antes de Zac responder.
— Melhor voltarmos — ele disse, afastando-se da grade e segurando Vanessa pelo braço. — O sol está começando a queimar seu rosto. Deveria ter lhe lembrado de trazer um chapéu.
Vanessa andou temerosa até o carro, as batidas de seu coração aceleradas por causa de seu novo deslize.
Os dias seguintes se passaram da mesma maneira. Acordava a cada manhã nos braços de Zac, aconchegada em seu corpo quente e protetor. Embora ele não a tocasse intimamente, Vanessa sentia seu corpo ansiar por ser possuído. Depois do café-da-manhã, Zac a levava para passear. Lúcia cuidava de Lynda. Assim David poderia passar algum tempo com a neta em seu jardim particular.
Vanessa ficou fascinada com Pompéia. Os prédios desmoronados, as relíquias antigas, incluindo os corpos congelados no tempo pelas cinzas vulcânicas, fizeram-na ficar em silêncio, imaginando o que as pessoas deveriam ter sentido ao tentar escapar da fúria do monte Vesúvio.
— É tão triste — disse ao saírem. — Pensar que não tiveram tempo de escapar, que não tinham onde se esconder, que não tinham como salvar seus entes queridos...
Zac observou a expressão perturbada de Vanessa ao admirar as ruínas. Em momentos assim, era difícil não considerá-la uma mulher de coração sensível aos que sofriam. Onde estava a mulherzinha egoísta e ambiciosa agora?
David Efron andava fazendo as refeições sozinho em sua suíte. Mas na quarta noite, Vanessa se deparou com Zac e o pai a esperarem por ela na sala de jantar.
A situação parecia incômoda a princípio, mas logo se tornou aparente que David tentava se desculpar pela indelicadeza daquela primeira noite. Também parecia fazer o esforço de não beber em excesso.
— Lynda é uma criança linda — ele disse a certa altura. — Tenho me divertido muito com ela pela manhã. Obrigado por me dar o privilégio de conhecer minha neta.
— Que bom que se afeiçoou a ela, Signore Efron — Vanessa murmurou. — Ela é muito especial.
David lhe deu uma boa olhada antes de acrescentar:
— Lúcia me disse que você é uma boa mãe. E como meu filho disse que você fala nossa língua, devo pedir desculpas pelo insulto daquela noite.
— Não importa. Já esqueci o assunto. David clareou a garganta.
— Também devo me desculpar pela carta que enviei. Algumas das coisas que eu disse eram... imperdoáveis. Não sei como aceitou casar-se com Zac tendo uma arma destas para usar contra nós.
Vanessa ficou tensa. Stella mencionara uma carta, mas nunca a mostrara. Então David teria razão? A irmã escondera a arma que teria evitado aquele casamento?
Percebeu que Zac a observava atentamente, então se dirigiu a David.
— Todos dizem e fazem coisas reprováveis no calor do momento.
— Você é muito bondosa. Não a imaginei assim. Acho que Dylan não nos ofereceu uma boa imagem sua.
Vanessa não conseguia olhar para David. Mentir para um homem moribundo era repreensível, mesmo que seus motivos fossem altruístas. Concentrou-se no prato, imaginando como resistiria até o fim do jantar. Uma batida na porta anunciou a entrada de um dos criados, que informou que havia um telefonema para Vanessa.
Ela sentiu o peso do olhar de Zac sobre si ao levantar-se, as pernas ameaçando fraquejar enquanto se dirigia à biblioteca. Fechou a porta e, respirando fundo, pegou o fone.
— Alô?
— Vanessa, sou eu, seu alto ego. — Stella deu uma risadinha. Vanessa apertou o fone.
— Como conseguiu este número? Eu disse para não ligar! É perigoso.
— É claro que posso ligar para minha irmã — Stella murmurou. — Minha irmãzinha casada com um bilionário — acrescentou com voz arrastada.
— Você planejou isso tudo, não é? Não me mostrou aquela carta. Deixou que eu pensasse que não havia alternativa senão casar com Zac, sabendo que era desnecessário.
Stella deu uma risada.
— Você caiu tão fácil. Agora quem é a gêmea mais esperta? Você se acha tão inteligente com seu diploma universitário e seu dom para línguas, mas nem conseguiu pensar numa maneira de fugir da vingança dos Efron.
— O que quer? Transferi o dinheiro para a sua conta. Não me diga que já gastou tudo.
— Na verdade, sim. É por isso que estou ligando. Quero mais.
— Mais? — Vanessa se espantou.
— Você me ouviu, Vanessa. Quero depósitos regulais a partir de amanhã.
— Mas não tenho...
— Peça um aumento de mesada ao seu marido - Stella rebateu. — Quero que me dê tudo. É justo, não acha? Você fica com o bebê, então eu recebo a mesada.
— Não acredito no que estou ouvindo. O que aconteceu com Alex Pettyfer e sua grande carreira no cinema?
— Como a maioria dos homens com os quais me envolvo, ele já mostrou quem realmente é e não me dá mais nada. É por isso que conto com você para me sustentar.
— Não deveria contar apenas consigo mesma?
— Um telefonema, Vanessa — Stella lembrou friamente. — Basta um telefonema. Ou talvez seja melhor visitar seu marido. Seria mais eficiente, não acha?
— Não ousaria — Vanessa disse entre os dentes.
— Acha que não?
— Ele tomaria Lynda de mim sem hesitar. Ela ficaria arrasada; ela agora acha que sou mãe dela.
— Que me importa o que acontece com essa menina? A questão é o dinheiro, Vanessa. Faça o que eu mando e seu segredinho estará salvo.
Vanessa recolocou o telefone no gancho e voltou para a sala de jantar com o coração pesado. Teria que contar a verdade para Zac antes que a irmã aparecesse, mas não sabia como fazer.
Zac se ergueu quando ela entrou na sala.
— Está tudo bem, Vanessa? Parece ter ouvido más notícias.
— Não... não é nada. — Forçou um sorriso. — Desculpem-me pela interrupção.
— Não há por que — David disse, acenando para o criado. — Na verdade, vou me retirar mais cedo. Estou muito cansado. Buonanotte.
Zac esperou o pai sair para segurar a mão de Vanessa.
— Sabe o que deveríamos fazer, cara?
— N-não...
— Acho que deveríamos imitar meu pai e nos deitarmos cedo. Enquanto você estava ao telefone, Lúcia disse que Lynda está dormindo tranquilamente. Temos o resto da noite para nós. É hora de começarmos nosso casamento no real sentido da palavra.
— Zac... Eu... — Vanessa se calou. Só uma noite nos braços dele, então revelaria a verdade. Seria pedir demais? Passaria o resto da vida se lamentando se não fizesse amor com ele ao menos uma vez.
— Não vou te machucar desta vez — ele disse, acariciando o rosto dela.
Vanessa se aproximou dele, amando a sensação dos braços a envolvê-la, confiando em Zac com todo o coração.
— Eu sei.
Zac a levou para cima e trancou a porta do quarto ao entrarem.
Ele a beijou de leve, uma, duas, três vezes. As mãos cálidas a tocavam suavemente, despindo-a, enquanto Vanessa tentava fazer o mesmo com ele.
Foi levada para a cama com um beijo ardente. Seu corpo reagia calorosamente a cada movimento das línguas, antecipando a união de corpos que ela tanto desejava. Zac passou a beijar-lhe os seios, o úmido calor de sua boca despertando em Vanessa um frenesi de prazer.
Respirou fundo quando os dedos dele a acariciaram com mais intimidade, o toque possessivo excitando e amedrontando Vanessa ao mesmo tempo.
Zac a invadiu lentamente com um dedo, esperando o corpo dela aceitá-lo antes de avançar mais.
Vanessa estremeceu, as pernas fracas enquanto se deixava explorar. Sentiu uma pontada de dor com invasão, os músculos tão tensos que ameaçavam explodir.
— Relaxe, Vanessa — Zac murmurou.
Vanessa fechou os olhos e se deixou levar pelas sensações que Zac despertava, permitindo que as ondas de prazer tomassem seu corpo. Percebeu vagamente os gemidos de alguém, assustando-se quando concluiu que eram seus.
Zac esperou que ela relaxasse completamente antes de se deitar sobre ela, sustentando seu peso nos braços.
Vanessa estava maravilhada. Zac a penetrou com tanto gentileza que quase a fez chorar.
— Está tudo bem? — ele perguntou, parando por um momento.
Ela o abraçou, saboreando a sensação de tê-lo dentro de si.
— Sim... Isso é tão bom...
Aquelas palavras refletiam o que ele sentia também. Fizera amor inúmeras vezes, mas com Vanessa isso parecia ser mais do que bom... parecia perfeito.
O corpo pequeno de Vanessa se ajustava tão bem ao seu que pensou que não conseguiria se controlar. Mergulhou ainda mais no corpo dela, esperando não machucá-la, mas só ouviu um suspiro de prazer
Beijou-a novamente, apreciando a boca macia que se submetia à sua invasão, os tímidos movimentos de Vanessa excitando-o ainda mais.
Apesar da inexperiência, Vanessa podia sentir o quanto Zac se esforçava para se conter. Beijou-o avidamente, os dedos afundando-se nos cabelos dele, as pernas se abrindo ainda mais para Zac.
Ele gemia na medida em que o ritmo das investidas se intensificava, os músculos das costas ficando tensos sob as carícias de Vanessa. Ela estremeceu, o corpo instintivamente procurando mais intimidade com o dele.
Ficou sem fôlego quando a mão de Zac buscou pelo centro de seu ser, os dedos com precisão certeira. Agora era ela quem perdia o controle. As emoções se avolumavam novamente, mais intensas devido à invasão masculina.
Sentiu o primeiro espasmo, então nova avalanche recaiu sobre ela, surpreendendo-a com o impacto devastador que teve sobre seus sentidos.
Percebeu quando Zac parou, o corpo anunciando o subseqüente terremoto que o levou ao paraíso. Deixou em Vanessa sua essência, unindo-os da maneira mais primitiva imaginável.
Vanessa o abraçou, deliciando-se com a sensação de proximidade.
Quando ele se afastou, percebeu que estava mais do que fisicamente unida a ele. O amor que sentia parecia preencher todo seu ser. Mal conseguia respirar sem sentir uma pontada no peito, alertando-a que a prioridade de Zac sempre seria Lynda.
Virou-se para ele, a confissão já se formando em sua cabeça. Só então percebeu que ele dormia.
— Zac? — Ela o sacudiu de leve.
Não recebeu resposta.
Vanessa suspirou e abraçou-se a ele; contaria pela manhã. Passaria mais aquela noite nos braços dele.
Vanessa percebeu que havia algo errado assim que abriu os olhos na manhã seguinte. Estava sozinha na cama e podia ouvir o som de vozes por toda a casa.


Oiiii pessoal!!
Aqui está mais um capítulo pra vcs...
Como havia dito, estamos entrando na reta final da nossa fic...
E eu já abri as votações pra vocês escolherem a próxima 
fic okay!? As votações se encerraram no último capítulo
dia também que divulgarei oficialmente o nome e o site da 
próxima fic.
Obrigada pelos comentários meninas...
Beijoos até qlqr hora!!

4 comentários:

  1. Oh meu deus, amei amei e amei ..
    Essa Stella merece um bom estalo naquela cara..
    ansiosa pelo o proximo :)

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  2. estou cada vez mais apaixonada por essa fic *-*
    capítulo perfeito,amei ♥♥♥
    espero que a Vanessa realmente diga a verdade para o Zac e que ele a entenda
    posta mais,kisses

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  3. Caramba,stella é um saco!
    Q mulher insensível
    Ox!
    Mas ta perfeito,espero q a relação de zac c vanessa n se abale :((

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  4. "vozes por toda a casa"? Será que a Stella apareceu?!
    Posta logo.
    Beijos.

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